
imagem da internt.
A aranha
De um pulo quase certeiro me esquivei, e com ela em meu encalço sobrevivi.
Arranha mais não mata, deixa marcas sem matar e pelos cantos escondidas espreitando deve estar.
Na penumbra da manhã em seus fios dourados devem estar, pendurada pelas patas esperando pra marcar.
E no silencio da floresta escondida encontrei-a armada e indefesa buscando esconderijo deve estar.
Longe de olhares curiosos, calmamente volta a tecer, em fios de prata outra teia vai armar.
Calmamente a aranha fia sua teia-armadilha de ilusão em um campo de compaixão.
Vida isolada e distante de todos, predadora implacável deve ser.
Sem companhia leva a vida a tecer imbatível sua armadilha prateada mista de mistério e ilusão.
Geraldo Lima, 2008.
Escrito por Geraldo às 21:26
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O contraste.

Imagem da internet.
O contraste.
O nosso país é mesmo um país de contrastes.
Temos a mais extensa e mais bela das florestas tropicais.
Nosso território caberia diversos paises dentro dele.
Brasil terra amada e adorada por povos mil.
País que dorme, em berço nem sempre esplêndido, mas que continua adormecido.
Olha para teus filhos, que abandonados e esquecidos vivem a margem...
País de riquezas que enchem e fazem saltar os olhos de muitas nações, deixa a margem, das estradas, dos córregos, das avenidas e caminhos sem fim seus filhos nem sempre amados.
Verde, amarelo, branco e azul são tuas cores, enquanto o cinza cobre suas cidades de poeira e solidão.
Terra desbravada e matas virgens permanentes abraçam o estrangeiro e esquece os que dentro dele estrangeiros sentem-se.
Brasil do Sul, riquezas e belezas que encantam coração. Sudeste de tanta miscigenação em teus rostos percebe-se tamanha admiração.
Norte, que inebria, entorpece, e nos faz delirá.
Pantanal, região central do Brasil tuas maravilhas ressaltam teu povo desbravador.
E no Nordeste quantas coisas pra se ver...Em contrastes, misto de riqueza e miséria teu povo me faz sorrir.
Brasil, em tuas águas límpidas e caudalosas teu povo humilde vem buscar a redenção. E no Nordeste és liquido precioso, que poucos podem contemplar, pois nos córregos, riachos e açudes muitas vezes lamacentos a sede o povo vem saciar. Brasil é espelho transparente e em teu povo deves acreditar, sacia a tua sede em águas limpas e cristalinas, invés de teu povo banhar-se em poças de águas sujas e barrentas.
Geraldo Lima, 2008.
Escrito por Geraldo às 20:50
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Pérolas de Charles Chaplin.

Imagem retirada da Interne
"Quem está distante sempre nos causa maior impressão"
"A vida é maravilhosa se você não tem medo dela”.
"Estudei o homem, porque se assim não o fizesse,
não conseguiria realizar nada em meu ofício”.
"A beleza existe em tudo - tanto no bem como no mal.
Mas somente os artistas e poetas sabem encontrá-la”.
"Eu continuo a ser uma coisa só: um palhaço,
o que me coloca em nível mais alto do que o de qualquer político”.
"Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado:
nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade”.
“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso ria, cante, dance, chore e viva intensamente cada momento da sua vida, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
" Criamos a época da velocidade,
mas nos sentimos enclausurados dentro dela.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos;
nossa inteligência, empedernidos e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco".
"O homem é um animal com instintos primários de sobrevivência. Por isso, seu engenho desenvolveu-se primeiro e a alma depois, e o progresso da ciência está bem mais adiantado que seu comportamento ético”.
"Se não consegues entender que o céu deve estar dentro de ti, é inútil buscá-lo acima das nuvense ao lado das estrelas. Por mais que tenhas errado e erres, para ti haverá sempre esperança, enquanto te envergonhares de teus erros”.
"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha,
é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra.
Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha, e não nos deixa só,
porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós.
Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova
de que as pessoas não se encontram por acaso".
Charles Chaplin
Escrito por Geraldo às 13:05
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Gato medroso

Imagem retirada da internet.
Gato medroso
O gato mia no telhado
Historia de assombração
Pegadas de lobisomem
Consomem a imaginação
O gato pulou ligeiro
Caindo de quatro no chão
Rabiscos de unhas curtas
Arranham com precisão
O gato medroso corre
Tremendo feito pinhão
Miando desesperado
Em meio à escuridão
Geraldo Lima, 2008.
Escrito por Geraldo às 21:38
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Chinomania.
Poucas pessoas no mundo ocidental conhecem as belezas escondidas da China. Pois bem...é claro que a Internet ajuda a ter um acesso fotográfico que pode demonstrar essa terra de encantamento como nenhum outro tem. Mas estas são apenas algumas fotos verdadeiramente inspiradoras.

















Fotógrafo: Feng Jiang – imagens retiradas da Internet.
Escrito por Geraldo às 18:10
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Brilho no olhar.

Imagem da Internet.
Eu olho no horizonte e escuto o barulho do vento.
Brilho e som confundem-se pela vastidão do tempo.
Nos teus olhos apenas a ilusão de algo tão distante.
Eu sozinho a te esperar lamentando tamanha solidão.
De repente escuto teus passos e meu coração dispara.
Será verdade que seu cheiro inebriante invadiu todo o salão.
O ar sufocante invade-me e acalma meu espírito.
Vem me abraçar, aperta-me no teu peito.
Sua voz suave dizendo-me baixinho o quão importante sou pra ti.
Desperta dentro de mim o ultimo limiar de esperança.
O verdadeiro amo chegou, e eu estou aqui pra receber.
Beija-me, imploro-te mais uma vez.
Seja pra mim a luz da eternidade.
Suaviza minha dor.
Aquece meu amanhecer mais uma vez.
És a luz da minha vida...
E no silêncio do amanhecer olhando pro horizonte
Volto a sentir o frio dilacerando minha alma
Percebo que você não está mais presente
É apenas uma ilusão.
Geraldo Lima, 2008.
Escrito por Geraldo às 20:57
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DESPERTAR

Foto feita por Geraldo Lima, em frente a E.E.E.N.J.
HOJE O DIA AMANHECEU COM NUVENS CARREGADAS.
POUCO TEMPO DEPOIS OS PRIMEIROS PINGOS DE CHUVA COMEÇARAM A CAIR.
COMO GOTAS DE CRISTAL OS MINUSCULOS PINGOS REFLETIAM A TENUE LUZ DO SOL QUE TEIMAVA EM APARECER.
NO FINAL DA RUA A NEBLINA ESCONDIA O VELHO E BELO CARVALHO QUE ESPERAVA SER AQUECIDO.
MANSAMENTE FIOS DE ÁGUA ESCORREM PELO SEU ROBUSTO TRONCO EM BUSCA DE UMA FRESTA PARA SE ESCONDER.
PASSAROS QUE SALTITAVAM PELOS SEUS GALHOS BUSCAVAM AGORA ABRIGO POR ENTRE SUAS FOLHAS.
NUM MOMENTO DE EXPLENDIDA HARMONIA UM BREVE E BRILHOSO RAIO ESCAPAM POR ENTRE AS NUVENS E AQUECER DE RELANÇE AS PONTAS DE SUAS FOLHAS.
MARAVILHADO COM TAMANHA EXUBERANCIA GRILOS, BORBOLETAS, E MARIPOZAS AGITAM-SE AO SEU REDOR.
E POR UM BREVE MOMENTO A COMUNHÃO DE VIDAS SELEBRAM A BELEZA VERMELHO-AMARELO DOS RAIOS DO SOL.
GERALDO LIMA, 2008.
Escrito por Geraldo às 16:29
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SEM MEDO DAS CORES.

Na paleta busco inspiração pra enfrentar a solidão.
Os pinceis percorrem a tela fria e branca.
As cores começam a dar vida onde antes só havia o vazio.
Aos poucos cores dão lugar a formas.
O pincelar na tela branca, busca simetria.
Cores primarias se misturam loucamente bailando pelo campo.
Em subido devaneio as cores se fundem.
Entreolham-se e percebe a harmonia.
E no final o pássaro vira e olha entorpecido
Aprisionado pelas tintas tenta em vão se livrar.
E percebe que por ironia do destino aprisionado está.
Geraldo Lima,2008
Escrito por Geraldo às 21:15
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O fruto depende da Árvore.

A árvore suga da Terra o seu nutriente, enquanto retiramos dela muito mais do que o necessário.
A árvore retira do ar parte do seu nutriente, e nós a cortamos por conforto e desprezo.
A árvore processa do ar o gás carbônico, e continuamos a emiti-lo sem restrição.
A árvore milenar em parceria com o Sol transforma e reforma a natureza.
E nós a destruímos sem noção.
Por fim a árvore tomba no chão e nós desesperados sem noção lamentamos sua extinção.
Geraldo Lima, 2008.
Escrito por Geraldo às 20:54
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Amanhecer...

Imagem da Internet
O dia despontava muito lentamente.
Pelas frestas da porta um ar frio entrava impiedosamente.
Maria, acocorada no canto de um cômodo acendia um fogo no tripé.
O resto da casa ensombreada com a mistura de nevoa e fumaça despertava em mim os mais íntimos instintos.
Não demorou muito, o inebriante e forte cheiro do café tomou conta de todo o recinto, e pelos cantos ouvia-se arrastares de chinelos.
Aproximando-se do tripé via-se por entre a neblina vultos dormentes e sonolentos.
No começo um ar de mistério, logo se percebia que sinhá Josefa, enrolada em um cobertor buscava abrigo próximo ao fogo pra esquentar não só o corpo, mais a alma ainda sonolenta.
No meio de tantas sombras, subitamente a janela do casebre abre-se por um movimento de uma rajada de vento frio e mostra no horizonte um belo amanhecer amarelado.
Geraldo Lima – 2008
Escrito por Geraldo às 15:17
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Imagem da Internet
No empório do Tio Patinhas você encontra de tudo um pouco. Atendemos a toda hora e não tem limite de idade, basta solicitar e você receberá uma breve mensagem de AMIZADE.
Não espere ser cobrado ao termino do atendimento, pois a AMIZADE não tem preço e você com certeza é um cliente assíduo. Diferente do mercado financeiro, aqui você estará protegido da inflação, do câmbio e das negociações internacional ou nacional. Visite-nos e faça a sua escolha, o leque de opções não tem limite...EMPÓRIO DO TIO PATINHAS uma realidade nacional. Rsss.
Escrito por Geraldo às 21:27
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Palmeirense ou Palmeirindio?

Foto de Geraldo Lima.
Palmeira dos Índios é um município brasileiro do estado de Alagoas. Ocupa terras que um dia foram aldeias dos índios Xucurus. Foi criada como freguesia em 1798 e transformada em vila em 1835.
Na década de 1840, uma disputa política brutal entre famílias, causa de dezenas de assassinatos, provocou o êxodo que praticamente esvaziou a vila. Anexada então a Anadia, Palmeira dos Índios só recuperou a autonomia anos mais tarde. Em 1889 foi elevada a cidade.
Entre 1928 e 1930 a prefeitura foi ocupada pelo escritor Graciliano Ramos (nascido na cidade de Quebrangulo, em Alagoas), que incluiu fatos do cotidiano da cidade em seu primeiro romance, Caetés (1933).
A origem do seu nome também é contada através de uma lenda. Conta-se que há muitos anos atrás havia um índio chamado Tilixi. Este índio era apaixonado por uma índia chamada Tixiliá. No entanto, esse amor era proibido, uma vez que a índia estava prometida ao cacique Etafé. Durante uma festa tribal, Tilixi se aproximou de Tixiliá e lhe deu um beijo. Como castigo, Tilixi foi condenado à morte por inanição. Tixiliá, que estava proibida de ver seu amado, foi ao seu encontro. Esta, ao ser flagrada por Etafé, foi atingida mortalmente por uma flecha. Caindo ferida, Tixiliá morreu junto a Tilixi. Além disso, diz à lenda que no lugar onde morreram nasceu, após um certo tempo, uma formosa palmeira. Surgindo daí o nome da cidade, Palmeira dos Índios.
Sua população estimada em 2004 era de 69.211 habitantes.
Palmeira dos Índios localiza-se no interior do estado de Alagoas, a 136km da capital, Maceió. A 290m de altitude, situa-se no sopé da serra de Palmeira dos Índios e é banhada pelos rios Coruripe e Traipu.
Centro abastecedor da região, o município dispõe de modesto comércio, agricultura e pecuária. Produz principalmente pinha, caju, manga, além de ser uma grande produtora de leite. Também têm importância à exploração da madeira e do subsolo, que apresenta jazida de cal, mármore, ferro e cristal de rocha.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
É claro que muitas coisas mudaram desde aqueles remotos tempos. O xucurus foram levados a quase total extinção a violência provavelmente continua a mesma e a economia como os demais muncipios de Alagoas anda a passos lentos. Mesmo diante de pouquissimas mudanças minha cidade ainda é o lugar pra onde eu sempre volto, meu refugio e meu abrigo. Lugar onde constitui familia, e que familia, razão da minha existência de meu respirar. Afinal de contas em minha terra tem Palmeira onde canta o sabiá, a crauna, o bem-ti-vi, o curior, e tantos outros pássaros que vivem livremente neste lugar.
Geraldo lima, 31 de julho de 2008.
Escrito por Geraldo às 20:51
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Tio Patinha
Imagem da Internet
Patinhas McPato ou Patinhas McPatinhas, conhecido como Tio Patinhas (Uncle Scrooge), é um personagem escocês de ficção criado por Carl Barks. Sua primeira aparição em quadrinhos se deu em dezembro de 1947.
A figura de um pato escocês já havia sido usada pela Disney em um desenho chamado O Espírito de 1943, propaganda americana de guerra e que portanto é considerado um desenho banido comercialmente. Naquela ocasião esse pato era a parte da consciência do Pato Donald, ou seja, a parte poupadora, que estava em conflito com a parte gastadora, que curiosamente se parecia com o futuro personagem Gastão, que também seria recriado na mesma época que Patinhas.
Ao longo das décadas, Patinhas foi promovido de coadjuvante nas histórias do universo de Patópolis a protagonista de suas próprias aventuras, com direito a participação em vários especiais de televisão, filmes e videogames. A série de animação de 1987 DuckTales acompanha as aventuras de Patinhas, seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho e sua vida na fictícia cidade de Patópolis.
O nome original de Patinhas, Scrooge McDuck, se baseia no avarento Ebenezer Scrooge, personagem principal do Conto de Natal de Charles Dickens. Tal como muitos outros habitantes de Patópolis, Patinhas se tornou popular no mundo inteiro, mais ainda na Europa, e tem sido traduzido em inúmeros idiomas.
Tio Patinhas está presente nos quadrinhos no Brasil desde 1950, quando foi atração da edição número 1 de O Pato Donald. A revista Almanaque Tio Patinhas (mais tarde simplesmente Tio Patinhas) foi lançada em 1963, mantendo-se como um título de sucesso da Editora Abril até hoje.
Desde os anos 60 os artistas de quadrinhos brasileiros têm produzido incontáveis histórias de Tio Patinhas, o que reforçou seu posto de destaque entre as personagens Disney. A maioria das histórias brasileiras retrata o cotidiano do jornal de Patinhas A Patada, no qual Donald e Peninha são repórteres.
O primeiro dos manuais Disney inteiramente produzido no Brasil foi o Manual do Tio Patinhas (1972). Em 1977 Patinhas ganhou destaque como personagem do fascículo número 1 do Grande Almanaque Disney, relançado como O Grande Livro Disney.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Escrito por Geraldo às 20:20
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Caminho

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O Caminho é absoluto.
No absoluto não há confronto.
Viver no Caminho significa abolir por inteiro a supremacia do egoísmo e anular totalmente o confronto.
Então há a reconciliação total, a reverência total.
E tudo se purifica, tudo é paz.
Masahura Taniguchi.
Escrito por Geraldo às 19:40
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As vezes é preciso ousar.

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“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão.
Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar.
Pois quem se mete a escrever deveria fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita pra dizer”.
Graciliano Ramos, em entrevista concedida em 1948.
Suponho que as lavadeiras de Alagoas tiveram a sua primeira vez, começando acanhadas, meio sem jeito e desconfiadas no meio das demais lavadeiras, todas já profissionais. Todo ofício no começo, imagino que seja como engatinhar, alguns sustos, medos e até um certo receio de errar. Mais o que seria de todos nós se não tivéssemos começado! Escrever é uma arte e assim como toda arte requer treino e insistência, por isso todos os dias surgem bons escritores e outros tantos metidos como eu. As palavras são como peças de roupas estendidas no varal, uma só parece não ter colorido, mais varias peças juntas enchem de cor os nossos olhos. As palavras não foram feitas pra serem guardadas, é preciso colocá-las no papel, de outra forma como saber se terão brilho, se podem dizer algo.
Geraldo Lima, 2008.
Escrito por Geraldo às 20:26
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